Hospitais americanos adotam abordagem que considera fatores sociais para evitar reinternações e melhorar a recuperação dos pacientes.
Nos Estados Unidos, uma rede de 22 hospitais implementou um programa focado em personalizar o acompanhamento pós-alta para reduzir as readmissões hospitalares. O projeto identificou pacientes com maior risco de complicações e ofereceu suporte específico, incluindo uma atenção especial a fatores sociais que influenciam a saúde, como condições de moradia e acesso a recursos básicos.
O plano prevê um suporte interdisciplinar durante um mês após a alta, envolvendo profissionais de diferentes áreas para atender às necessidades clínicas e sociais dos pacientes. A iniciativa, que durou 20 meses, resultou em recuperação mais rápida e diminuição dos custos para o sistema de saúde, ao evitar reinternações desnecessárias.
Além desse programa, os Estados Unidos estão adotando novas medidas para ampliar a avaliação dos pacientes, incorporando dados sociodemográficos para identificar vulnerabilidades. A partir deste ano, hospitais devem priorizar a igualdade na saúde, coletar e analisar informações detalhadas, implementar ações para reduzir disparidades e garantir o compromisso das lideranças.
Em etapas futuras, será obrigatório que as instituições relatem quantos pacientes vulneráveis foram beneficiados por essas práticas. Para o sucesso dessas ações, será necessário padronizar instrumentos de avaliação, capacitar profissionais e melhorar o compartilhamento de dados para ajustar políticas públicas.
Essa abordagem integrada representa um avanço na tentativa de diminuir desigualdades e melhorar os resultados clínicos, embora exija investimentos significativos para sua implementação eficaz.
