Pedido para apurar suposta rede de perfis que atacam Flávio Bolsonaro ficará sob análise do presidente do TSE durante o recesso judicial.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, ficará responsável por analisar um pedido de investigação sobre uma suposta rede de perfis nas redes sociais que atacam o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O pedido foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) na segunda-feira (20).
Durante o recesso do Judiciário, que vai até 31 de julho, Nunes Marques poderá decidir sobre o pedido ou arquivá-lo. Após o término do recesso, o processo será encaminhado para a ministra Estela Aranha, relatora designada para o caso.
A representação protocolada no TSE solicita a apuração da existência dessa rede, a remoção dos perfis e a quebra do sigilo dos envolvidos para identificar os responsáveis. A denúncia aponta que os perfis foram criados nas plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, e estariam promovendo ataques contra Flávio Bolsonaro.
Segundo Rogério Marinho, o ministro Nunes Marques se comprometeu a agir com rapidez, já que os perfis costumam desaparecer rapidamente. Marinho destacou que cabe ao presidente do tribunal definir qual órgão ficará encarregado da investigação, podendo ser a Polícia Federal, o Ministério Público Federal ou outro.
O caso permanece sob segredo de justiça em razão da investigação em andamento. A campanha de Flávio Bolsonaro detectou o esquema ao monitorar anúncios pagos na Meta, identificando perfis pequenos e recém-criados que movimentaram cerca de R$ 200 mil em contratações. Além do senador, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC) também teriam sido alvos. Mais de 20 mil perfis suspeitos foram identificados, alguns com origem e financiamento fora do Brasil.
Vale lembrar que o TSE proíbe o impulsionamento de conteúdos que contenham ataques a candidatos, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral.
