Bombardeios americanos atingem alvos militares iranianos pela 11ª noite seguida, enquanto Teerã reforça proteção aérea.
Na noite desta terça-feira (21), os Estados Unidos retomaram ataques a instalações militares no Irã, conforme comunicado do Comando Central americano (Centcom). Durante a operação, as defesas aéreas da capital Teerã foram ativadas para interceptar possíveis ameaças.
Os bombardeios começaram às 20h, horário de Brasília, com o objetivo declarado de limitar a capacidade iraniana de ameaçar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo o Centcom, esta foi a 11ª noite consecutiva de ataques direcionados a alvos militares no território iraniano.
Além da capital, explosões foram relatadas em regiões portuárias do sul do país e na cidade de Tabriz, uma das maiores do Irã, conforme reportagens das agências Fars e Tasnim. Até o momento, não há confirmação oficial sobre danos materiais ou vítimas decorrentes dos bombardeios.
Escalada de tensões em torno do programa nuclear
Em paralelo aos ataques, o comando militar iraniano alertou que reagirá contra interesses americanos e de seus aliados caso suas instalações nucleares sejam alvo de ataques. A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar planos para atacar em breve a região da chamada montanha Pickaxe, local que abriga um complexo subterrâneo próximo à instalação nuclear de Natanz.
Esse complexo, situado a mais de 100 metros de profundidade, é considerado resistente mesmo às bombas antibunker mais avançadas. Enquanto o Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos, os Estados Unidos e aliados suspeitam que a área seja usada para atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio e produção de centrífugas, sem acesso permitido à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Relatórios de inteligência indicam que o Irã teria transferido centrífugas para os túneis da montanha, aumentando a pressão internacional sobre o local, que pode se tornar um foco principal em uma eventual escalada militar na região.
