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Senado aponta piora financeira em estatais federais e alerta para riscos ao Tesouro

Senado aponta piora financeira em estatais federais e alerta para riscos ao Tesouro
◈ Contexto

Relatório da Instituição Fiscal Independente destaca queda na saúde financeira de várias estatais, elevando o risco fiscal para o governo.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, divulgou nesta quinta-feira (23) um relatório que revela uma deterioração significativa na situação financeira de diversas estatais federais. A análise aponta que tanto empresas dependentes quanto não dependentes do Tesouro apresentam sinais de fragilidade que aumentam os riscos fiscais para o governo.

Entre os problemas identificados estão patrimônio líquido negativo, fluxo de caixa operacional deficitário e margens operacionais abaixo do esperado em companhias como Codevasf, Correios, Emgepron e Infraero. Esses indicadores indicam que algumas estatais enfrentam dificuldades para manter suas operações sem apoio financeiro do governo, o que pode levar a aportes extras e suplementações orçamentárias.

A IFI destaca que as estatais dependentes, que precisam de recursos federais para despesas como pessoal e investimentos, vêm apresentando uma trajetória financeira preocupante desde 2018. Já as estatais não dependentes, que deveriam operar com receitas próprias, também mostram fragilidades que podem comprometer a distribuição de dividendos ou até demandar capital adicional, como previsto para os Correios em 2027.

O caso dos Correios é um dos mais críticos: o déficit da empresa triplicou em 2025, chegando a R$ 8,5 bilhões. Apesar de um plano de reestruturação, que inclui redução de custos, venda de imóveis e reajustes tarifários, a estatal deve continuar registrando prejuízos elevados em 2026. Para tentar equilibrar as finanças, os Correios firmaram empréstimos com garantia do Tesouro e receberam autorização para atuar em novos mercados, como seguros e telefonia.

O relatório da IFI também ressalta que o governo já prevê que as estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030, conforme apresentado no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. A avaliação do órgão não aborda a privatização das empresas, considerando esse debate complexo e que envolve tanto aspectos econômicos quanto sociais.

Em resumo, o estudo da IFI alerta para a necessidade de atenção na gestão fiscal das estatais, pois a persistência dos desequilíbrios financeiros pode pressionar ainda mais o orçamento público, afetando outras políticas e prioridades do país.

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