Bolsistas de pesquisa enfrentam atrasos de mais de dois meses nos pagamentos, afetando atividades e finanças pessoais.
Pesquisadores beneficiados por bolsas nas modalidades DTI-A, DTI-B e Pós-Doutorado relatam falta de pagamento há mais de dois meses. A situação tem gerado incertezas e dificuldades financeiras, já que esses valores são essenciais para a continuidade dos trabalhos acadêmicos e para despesas pessoais.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) explicou que o atraso ocorreu devido a uma inconsistência no processamento de recursos repassados por parceiros externos. Segundo o órgão, o problema impactou menos de 1% dos cerca de 102 mil bolsistas atendidos em todo o país.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que a origem da falha já foi identificada e que os pagamentos pendentes começarão a ser regularizados a partir do dia 18 de junho. O ministério também destacou que as demais bolsas foram pagas normalmente e que a inconsistência afetou apenas casos específicos relacionados a recursos externos.
Bolsistas afetados reclamam da falta de comunicação clara sobre os atrasos e da dificuldade em comprovar renda para questões pessoais, como aluguel e contas. A biomédica Fernanda Moretão, pesquisadora no Rio de Janeiro, contou que o atraso da bolsa atrapalhou sua mudança de apartamento, gerando insegurança financeira e atrasos em pagamentos.
Com a promessa de normalização dos repasses a partir de quinta-feira, os pesquisadores aguardam não só o pagamento dos valores em atraso, mas também maior transparência sobre a situação dos recursos e os impactos futuros na concessão das bolsas.
