Com o aumento da crise migratória em Ceuta, Itália reforça fiscalização para quem chega da Espanha, impactando deslocamentos no Espaço Schengen.
A Itália voltou a impor controles nas fronteiras aéreas e marítimas com a Espanha nesta sexta-feira (31), suspendendo temporariamente a livre circulação entre os países. A medida foi adotada em resposta ao recente aumento no fluxo migratório na cidade espanhola de Ceuta, localizada na costa africana, próxima ao Marrocos.
Antes da decisão, viajantes podiam circular sem restrições entre esses países graças ao Espaço Schengen, acordo que reúne 29 nações europeias e elimina as barreiras internas para quem já entrou legalmente na área. Com a nova regra, quem viajar da Espanha para a Itália passará por inspeções rigorosas, o que pode gerar maior tempo de espera, especialmente em aeroportos e portos.
Especialistas explicam que a reintrodução dos controles tem o objetivo de aumentar a fiscalização contra migrações irregulares e reforçar a segurança das fronteiras externas da União Europeia. No entanto, turistas com documentos em ordem e em períodos de férias não devem ter a viagem impedida, apenas podem enfrentar verificações mais detalhadas.
Como Itália e Espanha não compartilham fronteira terrestre, o impacto será sentido principalmente por quem viaja de avião ou por transporte marítimo. A medida não altera o direito de permanência no Espaço Schengen, mas representa um reforço na fiscalização para entrada na Itália.
O contexto dessa decisão está relacionado à crise migratória em Ceuta, onde cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira a nado recentemente, provocando mais de 50 mortes. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou que a imigração clandestina representa uma ameaça à segurança das fronteiras europeias, posição apoiada por outros países como Suécia e Dinamarca. Já o governo espanhol pediu unidade na União Europeia e informou que milhares de imigrantes retornaram ao Marrocos.
