Alunos do Ensino Médio em Nova York participam de aulas que abordam o etarismo, o preconceito contra pessoas mais velhas.
Em 13 escolas do Brooklyn, adolescentes do Ensino Médio terão aulas focadas no combate ao etarismo, o preconceito contra idosos. A iniciativa é um projeto piloto desenvolvido em conjunto pelos departamentos de Educação e de Envelhecimento de Nova York.
Com cerca de 1,64 milhão de idosos na cidade, a secretária Lorraine Cortés-Vázquez aposta que o programa pode se expandir para outras regiões e aumentar a conscientização sobre o tema. Ela destaca que os jovens estão em uma posição privilegiada para entender os impactos negativos do preconceito, já que muitos deles já vivenciaram situações de exclusão ou marginalização.
O projeto inclui a exibição de vídeos que desafiam estereótipos negativos relacionados à velhice e promove entrevistas entre estudantes e idosos, buscando criar um diálogo entre as gerações. Durante o verão, um curso intensivo sobre etarismo para adolescentes, organizado pela prefeitura, recebeu feedbacks emocionados, o que motivou o investimento na iniciativa.
Michael Prayor, superintendente das escolas do Brooklyn, destaca que o tema é pessoal para ele, mencionando seu pai de 93 anos. Para Prayor, envolver os jovens é fundamental para transformar a sociedade em um lugar mais respeitoso e acolhedor para os idosos.
