Em 2002, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, o mercado automotivo brasileiro era bem diferente, com carros mais simples e preços que hoje parecem surpreendentes.
Em 2002, ano em que o Brasil conquistou o pentacampeonato mundial de futebol, o cenário automotivo no país era bastante distinto do atual. O mercado oferecia modelos simples, com preços que hoje chamam atenção, e a tecnologia ainda engatinhava, sem redes sociais ou smartphones.
O carro zero quilômetro mais barato naquele ano era o Fiat Uno Mille três portas a álcool, vendido por R$ 13.577. Corrigindo pela inflação, esse valor equivaleria a cerca de R$ 55 mil atualmente. O hatch trazia motor 1.0 de 61 cv e poucos itens de série, como vidros verdes e cintos traseiros de três pontos. Itens como ar-condicionado eram opcionais e custavam quase 18% do preço do veículo.
Na época, o combustível etanol ainda era chamado de álcool, e a gasolina custava em média R$ 1,77 o litro. A nomenclatura mudou oficialmente apenas em 2010 para alinhar o Brasil ao padrão internacional. Outro fato relevante é que os carros flex ainda não existiam: o primeiro modelo desse tipo foi o Volkswagen Gol, lançado em 2003.
O Volkswagen Gol foi o carro mais vendido do Brasil em 2002, com mais de 208 mil unidades emplacadas. Já a Fiat Strada dominava o segmento de picapes compactas, liderando com cerca de 40% das vendas. Hoje, as picapes compactas são mais focadas no trabalho, com opções mais sofisticadas para o uso pessoal.
O segmento de SUVs, que representa mais de 40% das vendas atuais, praticamente não existia em 2002. A mudança começou com o lançamento do Ford Ecosport em 2003, que inaugurou o mercado de SUVs compactos no país. Antes disso, os utilitários esportivos disponíveis eram modelos grandes ou derivados de picapes.
Além das mudanças no mercado, a presença de marcas chinesas era quase inexistente naquela época. Hoje, elas representam uma fatia significativa das importações e vendas no Brasil. Enquanto isso, a frota nacional cresceu de cerca de 18 milhões de veículos em 2002 para mais de 40 milhões em 2024, refletindo a expansão do setor automotivo no país.
