Aos 60 anos, abandonar o álcool exige foco no progresso e apoio para evitar recaídas.
Aos 63 anos, Janet Gourant decidiu parar de beber após décadas consumindo álcool em excesso. Ela se identificava como uma alcoólatra funcional, que mantinha trabalho e família, mas não enxergava o vício. Episódios marcantes, como um apagão de oito horas durante uma viagem e o diagnóstico de câncer de mama, a fizeram perceber a gravidade da situação.
Vivendo na África do Sul, Janet não encontrou redes de apoio locais e buscou ajuda em um grupo na Inglaterra. A partir dessa experiência, criou o método Tribe Sober, que incentiva a sobriedade como um superpoder, especialmente para quem quer romper com padrões sociais e evitar se tornar mais um na multidão.
Erros a evitar para quem quer parar de beber
Janet destaca oito equívocos comuns que dificultaram sua jornada e que devem ser evitados, como esperar chegar ao fundo do poço, tentar controlar a bebida com moderação, temer o fracasso, se preocupar excessivamente com a opinião dos outros, e ser influenciado pelo marketing que glamoriza o álcool. Além disso, ela alerta contra a expectativa de que a felicidade virá automaticamente com a sobriedade, o medo da vida sem álcool e a tentativa de enfrentar o problema sozinho.
Dicas para manter a sobriedade e seguir em frente
Entre as recomendações, Janet enfatiza a importância de começar o processo imediatamente, abandonar a ideia de moderação e focar no progresso, entendendo que pode haver vários “primeiros dias”. Ter motivos claros para a decisão e não se sentir obrigado a justificar para os outros também são estratégias fundamentais.
Ela sugere revisar a relação com o álcool e substituir o hábito por outras atividades que tragam prazer e conforto. Reorganizar a rotina, buscar novos interesses e participar de grupos que não dependem do consumo de bebidas alcoólicas ajudam a fortalecer a mudança.
Por fim, Janet incentiva a valorizar os benefícios da sobriedade, como melhor aparência, sono e energia, e encontrar uma comunidade de apoio para compartilhar a jornada. Estima-se que cerca de 20% dos bebedores sociais desenvolvem dependência, o que reforça a importância de não enfrentar o desafio sozinho.
