Desde janeiro, o Butantan trabalha na criação de vacina para prevenir possível pandemia da gripe aviária.
O Instituto Butantan deu início ao desenvolvimento de uma vacina contra a gripe aviária, com o objetivo de se preparar para uma possível pandemia. O trabalho começou em janeiro deste ano, utilizando cepas vacinais fornecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O primeiro lote da vacina já está pronto para iniciar os testes pré-clínicos em laboratório, etapa fundamental para avaliar a eficácia e segurança do produto antes de avançar para fases seguintes.
No Brasil, os primeiros casos da gripe aviária em aves marinhas e silvestres foram confirmados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 15 de maio. Até o momento, não há registros de contaminação em humanos.
A doença não afeta a produção industrial de aves no país, já que as aves infectadas são migratórias e não fazem parte do sistema comercial de frangos e ovos. Por isso, o abastecimento nos supermercados segue normalmente, e o consumo de produtos avícolas não representa risco de transmissão.
Apesar disso, as medidas de biossegurança foram reforçadas nos aviários para evitar a disseminação do vírus. A OMS alerta que, embora a chance de transmissão para humanos seja baixa, o monitoramento é importante, pois o vírus pode sofrer mutações e se tornar mais contagioso.
O contato direto com aves doentes ou mortas é a principal forma de infecção, por isso é recomendado não tocar nem recolher esses animais.
