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Juíza dos EUA mantém Google intacto e rejeita venda de divisão de publicidade digital

Juíza dos EUA mantém Google intacto e rejeita venda de divisão de publicidade digital
◈ Contexto

Tribunal dos EUA decide regular, mas não dividir, o setor de anúncios digitais do Google.

Uma juíza federal dos Estados Unidos recusou nesta quarta-feira (2) o pedido do Departamento de Justiça para que o Google venda parte de seu negócio de publicidade digital. A decisão da juíza Leonie Brinkema, do tribunal de Alexandria, na Virgínia, opta por estabelecer diretrizes para a atuação da empresa no mercado, em vez de impor a separação de suas plataformas.

Essa é a segunda vez em poucos anos que um juiz federal rejeita a divisão de negócios do Google. Em 2025, outro magistrado negou a obrigatoriedade de venda do navegador Chrome, em processo relacionado ao monopólio da empresa no setor de buscas online.

O Departamento de Justiça havia solicitado a venda das plataformas AdX (Ad Exchange) e DFP, alegando que o Google detém controle ilegal sobre os mercados de leilões de anúncios e gerenciamento de espaços publicitários. Em abril, a mesma juíza afirmou que a empresa manteve intencionalmente o poder monopolista nesses segmentos.

Em resposta, o Google afirmou apoiar mudanças que promovam mais concorrência, como o acesso de rivais a lances em tempo real, mas contestou a base legal para a divisão dos negócios. A vice-presidente de Assuntos Regulatórios da companhia, Lee-Anne Mulholland, ressaltou que a venda das ferramentas publicitárias prejudicaria tanto editores quanto anunciantes.

O AdX permite que espaços publicitários sejam leiloados em tempo real para anunciantes, enquanto os servidores de anúncios gerenciam esses espaços nos sites. Em 2025, o Google tentou encerrar uma investigação antitruste na União Europeia ao propor a venda do AdX, mas a proposta foi rejeitada por editores europeus.

A decisão da juíza Brinkema representa mais um capítulo na longa disputa regulatória envolvendo o Google, que enfrenta críticas e processos tanto nos EUA quanto internacionalmente por práticas consideradas monopolistas.

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