Pesquisa revela que sobrepeso após os 45 anos aumenta chance de fragilidade e danos cerebrais semelhantes ao Alzheimer.
Estudos recentes indicam que ganhar peso na meia-idade pode comprometer a saúde no futuro, elevando o risco de fragilidade na terceira idade. Pesquisadores noruegueses acompanharam 4.500 pessoas acima de 45 anos por mais de duas décadas e concluíram que quem apresentava sobrepeso ou obesidade tinha maior probabilidade de desenvolver sinais de fragilidade entre os idosos.
A fragilidade é definida por critérios como perda de peso involuntária, redução da força nas mãos, diminuição da velocidade ao caminhar, sensação frequente de fadiga e baixa atividade física. Pessoas que apresentam três ou mais desses sintomas são consideradas frágeis, enquanto aquelas com um ou dois são classificadas como pré-frágeis.
Além do emagrecimento involuntário, que tradicionalmente sinaliza um estado de alerta, o excesso de peso também foi identificado como um fator que prejudica o equilíbrio do organismo. Isso aumenta o risco de quedas, hospitalizações e outras complicações entre idosos, segundo o estudo publicado na revista científica BMJ Open.
Outro levantamento, realizado por cientistas da McGill University, no Canadá, apontou que a obesidade está associada a alterações cerebrais que se assemelham às da Doença de Alzheimer. Analisando amostras de 1.300 pessoas, os pesquisadores notaram que o afinamento do córtex cerebral em indivíduos obesos é similar ao encontrado em pacientes com Alzheimer, reforçando a ligação entre excesso de peso e neurodegeneração.
De acordo com Filip Morys, PhD da McGill University, combater o sobrepeso e a obesidade na meia-idade é fundamental para reduzir as chances de demência e preservar a saúde cerebral ao longo da vida.
