Guarda Revolucionária do Irã ameaça 18 companhias dos EUA após ataques a bases militares na região.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que iniciará ataques contra 18 empresas americanas no Oriente Médio como resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel. O anúncio foi feito em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira (31), com início das ações previsto para a noite de quarta-feira (1º), horário local de Teerã.
Entre as companhias citadas estão gigantes da tecnologia e indústria, como Tesla, Boeing, Google, Apple, Microsoft, Meta, IBM, Nvidia e outras. O comunicado alerta funcionários para evacuarem imediatamente seus locais de trabalho, assim como os moradores próximos a essas sedes, recomendando um afastamento de pelo menos um quilômetro para evitar riscos.
No mesmo dia, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado duas instalações militares dos EUA: uma base secreta próxima à base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, e um alojamento de tropas no Bahrein. O Irã afirma que cerca de 200 soldados norte-americanos estavam na base atacada, que teria sido destruída, mas até o momento não há confirmação oficial por parte dos Estados Unidos, Emirados Árabes ou Bahrein.
O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que seu exército interceptou dois mísseis iranianos disparados contra uma reunião de oficiais, sem detalhar local ou circunstâncias. Desde o início do conflito, as bases americanas na região têm sofrido ataques retaliatórios, levando Washington a evacuar algumas delas para proteger suas tropas.
As tropas atingidas no Bahrein pertencem à 5ª Frota naval dos EUA, sediada na Naval Support Activity Bahrain, principal base naval americana no Golfo Pérsico. O clima de tensão na região segue elevado, com ações militares e ameaças ampliando a instabilidade no Oriente Médio.
