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Estudo da PUC-Campinas confirma que laser ajuda a recuperar paladar afetado pela Covid-19

Estudo da PUC-Campinas confirma que laser ajuda a recuperar paladar afetado pela Covid-19
◈ Contexto

Pesquisa da PUC-Campinas mostra que laser de baixa potência acelera recuperação do paladar em pacientes pós-Covid.

Um estudo conduzido pela PUC-Campinas comprovou que a fotobiomodulação com laser de baixa potência pode acelerar a recuperação do paladar em pessoas que tiveram sequelas da Covid-19. A pesquisa envolveu 70 voluntários que apresentavam perda do paladar e do olfato, sintomas comuns após a infecção.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o tratamento real com aplicação de laser em pontos específicos da língua e glândulas salivares, enquanto o outro passou por procedimento simulado, ambos acompanhados de terapia olfativa. O tratamento com laser mostrou resultados significativamente melhores, com 32,3% dos pacientes recuperando completamente o paladar, contra 13,8% no grupo simulado.

Como funciona o tratamento

A técnica utiliza luz vermelha ou infravermelha que não causa dor ou desconforto e tem propriedades que ajudam a controlar inflamações, aumentar a imunidade e atuar como antioxidante. O protocolo foi especialmente adaptado para tratar as sequelas da Covid-19, conforme explicou o professor Carlos Eduardo Fontana, um dos pesquisadores envolvidos.

Além da aplicação do laser, os pacientes realizaram exercícios de treinamento olfativo com aromas como rosa, limão, eucalipto e cravo, duas vezes ao dia durante dois meses, para estimular a recuperação do sentido do paladar.

A avaliação do progresso foi feita semanalmente com testes de sabores variados, incluindo ácido cítrico, sacarose, sal e amargo, acompanhados de questionários qualitativos para monitorar a evolução dos sintomas.

O estudo destaca também a predominância feminina entre os participantes, com 54 mulheres, o que reforça dados anteriores sobre a maior sensibilidade das mulheres ao paladar e sua percepção mais rápida das alterações.

Os resultados completos serão apresentados à Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica em setembro, apontando um caminho promissor para o tratamento de distúrbios gustativos pós-Covid.

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