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IBGE revela desafios enfrentados por adolescentes brasileiros nas escolas em 2024

IBGE revela desafios enfrentados por adolescentes brasileiros nas escolas em 2024
◈ Contexto

Pesquisa do IBGE destaca questões como pobreza menstrual, violência e saúde mental entre estudantes de 13 a 17 anos.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, traça um panorama da vida escolar de mais de 12,3 milhões de adolescentes entre 13 e 17 anos no Brasil. O levantamento aponta desafios em áreas como segurança, saúde mental, consumo de substâncias e condições de infraestrutura.

Um dos dados preocupantes é o impacto da pobreza menstrual: cerca de 15% das adolescentes relataram faltar à escola ao menos um dia no último ano por falta de absorventes, índice que chega a 17% nas escolas públicas. A oferta desses produtos varia regionalmente, com 92% das escolas do Sudeste disponibilizando absorventes, contra 56% na região Norte.

A insegurança também afeta a frequência escolar: 12,5% dos estudantes faltaram por medo no trajeto para a escola e 13,7% não se sentiram seguros dentro das instituições. O Rio de Janeiro apresenta o maior índice de suspensão de aulas por violência, com 25,6%, mais que o triplo da média nacional.

Quanto ao consumo de tabaco, houve uma mudança significativa: a experimentação de cigarros eletrônicos (vapes) subiu de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024, com aumento de mais de 300% no uso recente. Por outro lado, o consumo de cigarros tradicionais e narguilé diminuiu, indicando uma substituição de produtos, principalmente entre estudantes da rede privada.

Os dados sobre violência sexual são alarmantes: 9% dos jovens afirmaram ter sido forçados a manter relações sexuais contra a vontade, com o índice chegando a 26% entre as meninas. Em dois terços dos casos, o primeiro episódio ocorreu até os 13 anos, e os agressores são, na maioria, pessoas próximas, como familiares e namorados.

Além disso, diretores de escolas informaram a presença frequente de venda de drogas (38%) e assaltos (28,4%) nas imediações das instituições, com o Distrito Federal registrando os maiores índices de criminalidade ao redor das escolas.

O levantamento também mostra um quadro preocupante na saúde mental dos adolescentes: a satisfação com a imagem corporal caiu para 58%, com insatisfação maior entre meninas (36,1%). Quase um terço dos jovens sente-se triste frequentemente, especialmente as estudantes do sexo feminino (41%). Ainda, 18,5% dos adolescentes acreditam que a vida não vale a pena e 26,1% sentem falta de apoio emocional.

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