Miguel Díaz-Canel reforça prontidão do país para defender sua soberania diante da pressão dos Estados Unidos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta quinta-feira (16) que a ilha está pronta para responder a qualquer ameaça militar dos Estados Unidos. A fala ocorreu durante as comemorações do 65º aniversário da vitória na invasão da Baía dos Porcos, evento histórico que marcou a resistência cubana contra uma tentativa de derrubar o governo socialista.
Díaz-Canel destacou que o momento atual exige vigilância e preparação diante de desafios sérios, incluindo a possibilidade de agressão militar. “Não desejamos o conflito, mas é nosso dever nos preparar para evitá-lo e, se necessário, vencê-lo”, afirmou em discurso diante de milhares de pessoas reunidas em Havana.
O contexto da declaração envolve a intensificação das medidas dos EUA contra Cuba, especialmente após o endurecimento das sanções e a recente autorização para taxar países que forneçam petróleo à ilha. Essas ações fazem parte de uma estratégia americana para pressionar o governo cubano, que Washington acusa de alinhar-se a países como Rússia, China e Irã.
Desde 2017, com o governo Trump, as relações entre os dois países se deterioraram, revertendo a abertura promovida na gestão anterior. Em 2026, o governo dos EUA planeja promover uma mudança de regime em Cuba, aumentando a pressão econômica e política sobre o país caribenho.
Apesar das tensões, conversas diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos seguem em andamento. No entanto, a narrativa oficial cubana reforça que o país não está falido, mas sim cercado por bloqueios e sanções, e que a população permanece firme na defesa da soberania nacional.
