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Brasil registra queda de 1 milhão nas matrículas da educação básica em 2025, aponta Censo Escolar

Brasil registra queda de 1 milhão nas matrículas da educação básica em 2025, aponta Censo Escolar
◈ Contexto

Número de alunos matriculados na educação básica caiu de 47,08 milhões para 46,01 milhões entre 2024 e 2025.

O Censo Escolar 2025, divulgado pelo Inep, revela uma redução de mais de 1 milhão nas matrículas da educação básica no Brasil, que passaram de 47,08 milhões em 2024 para 46,01 milhões em 2025. A queda é atribuída principalmente à diminuição da população em idade escolar e à redução da repetência, que resulta em mais alunos aprovados a cada ano.

Apesar do recuo no número total de matrículas, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que o percentual de crianças e jovens fora da escola está diminuindo, indicando uma maior inclusão escolar. O presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que o país está próximo da universalização do ensino básico, celebrando o avanço histórico alcançado.

Ensino médio no menor patamar desde 2001

O ensino médio foi o segmento que mais sofreu com a queda nas matrículas, atingindo o menor número desde o início do século XXI. Em 2025, as matrículas caíram aproximadamente 5,4%, passando de 7,79 milhões para 7,37 milhões. A rede pública perdeu cerca de 6,3% dos alunos, enquanto a rede privada teve leve aumento de 0,6%. São Paulo foi o estado com a maior redução, perdendo 251.987 estudantes (13,6%) em um ano.

Apesar dos programas do MEC, como o auxílio financeiro Pé-de-Meia e as mudanças do Novo Ensino Médio, a evasão continua impactando o setor. Desde 2004, quando o ensino médio teve seu pico com 9,16 milhões de matrículas, o número vem caindo gradativamente, principalmente na rede pública.

Outras etapas da educação também registram queda

A educação infantil apresentou retração de 2,17%, com a perda de mais de 200 mil matrículas, especialmente na pré-escola. A redução no número de estabelecimentos contribuiu para essa estagnação, que preocupa especialistas diante das metas do Plano Nacional de Educação, que visam universalizar o acesso à creche e pré-escola.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também diminuiu 5,8% em matrículas, mesmo com aumento no número de escolas que oferecem a modalidade. O ensino técnico subsequente, modalidade voltada para quem já concluiu o ensino médio, registrou queda de 16,25%, a maior taxa proporcional entre as etapas da educação básica.

O ensino fundamental teve um recuo menor, de 0,75%, com cerca de 195 mil alunos a menos entre 2024 e 2025, reflexo da base populacional maior dessa faixa etária.

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