Uma questão da 21ª OBMEP que exigia raciocínio lógico e visualização espacial gerou debates entre mais de 18 milhões de estudantes.
A primeira fase da 21ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) reuniu, em 19 de março, mais de 18,3 milhões de estudantes em todo o país. Entre as questões aplicadas, um exercício envolvendo cubos empilhados chamou atenção pelo nível de desafio e gerou discussões nas redes sociais.
O problema apresentava cinco cubos idênticos com diferentes figuras em suas faces e pedia para o aluno identificar qual das imagens alternativas poderia corresponder à fotografia real da pilha, considerando a disposição dos elementos. Segundo o professor Marco Moriconi, membro do Comitê de Provas da OBMEP, a questão não exigia fórmulas, mas sim um raciocínio lógico e uma boa capacidade de visualização espacial.
Para resolver o exercício, era fundamental analisar cuidadosamente o enunciado e as imagens, levando em conta seis formas distintas nas faces dos cubos: quadrado, quadrado virado, octógono, círculo, estrela de quatro pontas e estrela de oito pontas. Além disso, era preciso compreender quais figuras estavam em faces opostas e avaliar se a fotografia poderia ter sido tirada do lado esquerdo ou direito da pilha.
O professor Victor Pompêo, do Curso Anglo, explicou que o cubo do segundo andar tinha a estrela de oito pontas para cima, o que indicava que a estrela de quatro pontas ficava na face oculta — um detalhe que eliminava algumas alternativas. A partir desse raciocínio, outras opções foram descartadas por inconsistências na posição e visibilidade das figuras nas faces dos cubos.
Após a análise lógica e espacial, a única alternativa correta foi a letra A, que apresentava uma configuração compatível com as regras do problema. Segundo Moriconi, a questão funcionava como um sudoku, exigindo a eliminação de possibilidades e a aplicação da lógica para chegar à resposta correta.
