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Estudo investiga impacto do barulho humano na comunicação dos golfinhos em Fernando de Noronha

Estudo investiga impacto do barulho humano na comunicação dos golfinhos em Fernando de Noronha
◈ Contexto

Pesquisadores monitoram sons de golfinhos em áreas com diferentes níveis de ruído para entender os efeitos da poluição sonora.

Uma equipe da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) instalou um hidrofone no Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, para captar os sons emitidos por golfinhos e avaliar como o ruído gerado pela atividade humana interfere na comunicação desses animais.

O projeto compara os registros do porto, onde há intensa movimentação de barcos e pessoas, com os sons captados na Baía dos Golfinhos, uma área protegida e praticamente livre de presença humana. O objetivo é entender como a poluição sonora afeta o comportamento dos cetáceos.

Segundo o professor Raul Ribeiro, especialista em bioacústica e coordenador da ONG Ocean Sound, o ruído produzido pelas embarcações e outras atividades no porto gera uma poluição invisível, chamada de ruído antrópico, que pode dificultar a comunicação, a alimentação e a fuga dos predadores pelos golfinhos. Essa adaptação ao barulho representa um custo biológico para os animais.

O estudo irá registrar diferentes tipos de comunicação, desde interações entre mãe e filhote até comportamentos relacionados à reprodução e conflitos entre indivíduos. O hidrofone instalado possui bateria de longa duração e fará gravações contínuas por um mês e meio no Porto de Santo Antônio, enquanto na Baía dos Golfinhos as capturas de áudio vão durar quatro meses.

As informações coletadas serão analisadas para gerar dados científicos que auxiliem na conservação marinha da ilha. O estudo conta com o acompanhamento do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e o apoio da operadora Atlantis.

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