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Estudo revela queda global no hábito da leitura e seus impactos

Estudo revela queda global no hábito da leitura e seus impactos
◈ Contexto

Pesquisa aponta redução significativa no número de leitores em várias regiões do mundo, com reflexos na saúde e educação.

Nos últimos 20 anos, o número de pessoas que leem por prazer caiu drasticamente em diversas partes do mundo, segundo estudos recentes. Nos Estados Unidos, o percentual de leitores diminuiu mais de 40%, com uma retração anual média de 3%. Essa queda é especialmente acentuada entre afro-americanos, moradores de áreas rurais e pessoas com menor renda e escolaridade.

No Brasil, a situação também é preocupante: pela primeira vez, a maioria da população se considera não leitora, conforme dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”. Em 2024, 53% dos entrevistados afirmaram não ler livros em seu tempo livre, enquanto 47% mantêm o hábito. A única exceção foi observada nas faixas etárias entre 11 e 13 anos e acima de 70 anos, que não apresentaram redução no número de leitores.

Na União Europeia, quase metade dos cidadãos não leu nenhum livro no último ano, de acordo com levantamento do Eurostat. O hábito de leitura varia bastante entre os países, com Irlanda, Finlândia e Suécia liderando, enquanto Itália, Chipre e Romênia apresentam os índices mais baixos. Jovens entre 16 e 29 anos leem mais do que pessoas acima de 65 anos, e as mulheres continuam sendo as maiores leitoras.

Apesar da praticidade dos livros digitais, a preferência pelo papel permanece forte. Estudos científicos indicam que a leitura de livros impressos favorece melhor compreensão e processamento do conteúdo, especialmente em crianças. Pesquisas recentes da Universidade de Valência mostraram que o tato e a interação física com o livro contribuem para um aprendizado mais profundo, efeito menos presente nos ebooks.

Além dos aspectos culturais e educacionais, a leitura regular traz benefícios à saúde. Pesquisas da Escola de Saúde Pública de Yale indicam que leitores vivem, em média, quase dois anos a mais do que quem não lê. A interação social proporcionada pela leitura de romances, por exemplo, pode funcionar como um treino para relações interpessoais, ajudando a combater a solidão, que é um fator de risco comparável ao tabagismo ou à obesidade.

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