Ferrari Luce leiloada por US$ 40 milhões tem parte do valor dedutível no imposto de renda do comprador, graças a doação para fundação beneficente.
A primeira Ferrari Luce totalmente elétrica foi vendida em leilão nos Estados Unidos por US$ 40 milhões, equivalente a cerca de R$ 208 milhões. Um diferencial dessa transação é que parte do valor pago pode ser usada para abater o imposto de renda do comprador, conforme as regras fiscais americanas.
O motivo está no destino da arrecadação: todo o montante será destinado à Fundação Ferrari, que apoia projetos educacionais e é reconhecida como entidade beneficente nos EUA. Assim, o valor pago acima do preço estimado do carro pode ser considerado uma doação dedutível.
Considerando que a Ferrari Luce foi avaliada em até US$ 1,6 milhão, a diferença de US$ 38,4 milhões pode ser usada para reduzir a base de cálculo do imposto. No entanto, existe um limite anual baseado na renda do contribuinte, e a dedução não significa reembolso direto, mas sim uma redução da renda tributável.
Com uma alíquota máxima de 37%, o desconto fiscal pode chegar a cerca de US$ 14,2 milhões, desde que o comprador tenha renda suficiente para aproveitar toda a dedução no mesmo ano fiscal.
O que torna essa Ferrari tão cara?
O modelo vendido é o “chassi 0”, ou seja, o primeiro fabricado da linha Luce. Além disso, foi customizado pela divisão de design Tailor Made, com detalhes exclusivos que não estão presentes nas versões comuns.
Externamente, o carro ganha um acabamento iridescente que muda de cor entre violeta e verde conforme a luz, além de pinças de freio, rodas e logotipo da Ferrari em branco personalizado. Internamente, o revestimento usa couro Perla branco com tecido suíço, exclusivo para esse exemplar.
Apesar do preço recorde, a Ferrari Luce mantém as mesmas especificações técnicas da versão padrão, com quatro motores elétricos que entregam 1.050 cv, acelerando de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e alcançando até 310 km/h.
