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Idosos ainda são pouco incluídos em pesquisas com dispositivos vestíveis para saúde

Idosos ainda são pouco incluídos em pesquisas com dispositivos vestíveis para saúde
◈ Contexto

Apesar do avanço tecnológico, pessoas mais velhas, especialmente com demência, seguem sub-representadas em estudos com wearables.

Pesquisas recentes indicam que idosos, principalmente aqueles com declínio cognitivo ou demência, estão pouco presentes em estudos que utilizam dispositivos vestíveis (wearables) para monitoramento da saúde. Essa lacuna ocorre mesmo diante do potencial desses aparelhos para beneficiar justamente essa faixa da população.

Wearables e aplicativos móveis, aliados à inteligência artificial, podem auxiliar no acompanhamento de mudanças comportamentais, prevenção de quedas e análise de trajetórias cognitivas, além de aliviar a carga dos cuidadores. No entanto, um mito sobre a baixa familiaridade digital dos idosos ainda dificulta sua inclusão em estudos científicos.

Dados mostram que, após a pandemia, houve um aumento significativo da adesão dos idosos à tecnologia, contrariando a ideia de que eles não conseguem utilizar esses dispositivos. Mesmo assim, em pesquisas de grande escala, como o Apple Heart Study, a participação de pessoas com mais de 65 anos representa apenas 6%, com uma idade média de 41 anos entre os participantes.

Além disso, uma revisão sistemática realizada em 2022 revelou que poucas pesquisas focam no uso de wearables em idosos que recebem cuidados prolongados. Desafios como dificuldades para lembrar de carregar os aparelhos ou operar comandos simples precisam ser superados para garantir a eficácia dessas tecnologias.

Especialistas apontam a necessidade de desenvolver soluções personalizadas para aumentar a adesão dos idosos aos dispositivos vestíveis, garantindo que os benefícios da tecnologia alcancem essa população crescente, que deve ultrapassar 150 milhões de pessoas vivendo com demência até 2050.

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