Após derrubar dois aviões militares dos EUA, Irã e Estados Unidos buscam piloto que segue desaparecido.
O desaparecimento de um piloto norte-americano mobiliza uma operação conjunta de busca entre Irã e Estados Unidos neste sábado (4). O militar ejetou de um dos dois aviões americanos abatidos na sexta-feira (3) enquanto sobrevoavam o território iraniano.
O primeiro incidente envolveu um caça F-15E com dois pilotos a bordo, dos quais um foi resgatado e outro permanece desaparecido. O segundo avião, um A-10 Thunderbolt II, foi abatido próximo ao Estreito de Ormuz e seu piloto foi recuperado com segurança.
O episódio surpreendeu Washington, que até então acreditava ter controle do espaço aéreo iraniano, conforme declarações anteriores do Pentágono. Apesar do aumento das tensões, o presidente Donald Trump afirmou que o caso não afetará as negociações em curso entre os dois países.
O governo americano reforçou as operações aéreas para localizar o piloto desaparecido, que, segundo especialistas, conta com equipamentos de sobrevivência e pode emitir sinais para as forças dos EUA. A Guarda Revolucionária do Irã informou que está vasculhando uma área ao sudoeste do país, próxima ao local da queda.
No Irã, houve manifestações públicas exaltando a derrubada das aeronaves. Autoridades locais chegaram a oferecer recompensas para quem capturar ou eliminar os militares americanos, e a mídia estatal divulgou imagens dos destroços dos aviões abatidos.
Os caças envolvidos são modelos estratégicos para operações militares: o F-15E, com dois tripulantes, e o A-10 Thunderbolt II, especializado em suporte aéreo direto às tropas no solo. Este último está em operação na região desde o início da Operação Epic Fury, focada no controle do Estreito de Ormuz.
