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Ministro Nunes Marques assume pedido de investigação sobre rede de perfis contra Flávio Bolsonaro durante recesso do TSE

Ministro Nunes Marques assume pedido de investigação sobre rede de perfis contra Flávio Bolsonaro durante recesso do TSE
◈ Contexto

Pedido para apurar suposta rede de perfis que atacam Flávio Bolsonaro ficará sob análise do presidente do TSE durante o recesso judicial.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, ficará responsável por analisar um pedido de investigação sobre uma suposta rede de perfis nas redes sociais que atacam o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O pedido foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) na segunda-feira (20).

Durante o recesso do Judiciário, que vai até 31 de julho, Nunes Marques poderá decidir sobre o pedido ou arquivá-lo. Após o término do recesso, o processo será encaminhado para a ministra Estela Aranha, relatora designada para o caso.

A representação protocolada no TSE solicita a apuração da existência dessa rede, a remoção dos perfis e a quebra do sigilo dos envolvidos para identificar os responsáveis. A denúncia aponta que os perfis foram criados nas plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, e estariam promovendo ataques contra Flávio Bolsonaro.

Segundo Rogério Marinho, o ministro Nunes Marques se comprometeu a agir com rapidez, já que os perfis costumam desaparecer rapidamente. Marinho destacou que cabe ao presidente do tribunal definir qual órgão ficará encarregado da investigação, podendo ser a Polícia Federal, o Ministério Público Federal ou outro.

O caso permanece sob segredo de justiça em razão da investigação em andamento. A campanha de Flávio Bolsonaro detectou o esquema ao monitorar anúncios pagos na Meta, identificando perfis pequenos e recém-criados que movimentaram cerca de R$ 200 mil em contratações. Além do senador, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC) também teriam sido alvos. Mais de 20 mil perfis suspeitos foram identificados, alguns com origem e financiamento fora do Brasil.

Vale lembrar que o TSE proíbe o impulsionamento de conteúdos que contenham ataques a candidatos, mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral.

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