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Pesquisadores brasileiros usam Wi-Fi e IA para monitorar sinais vitais sem dispositivos

Pesquisadores brasileiros usam Wi-Fi e IA para monitorar sinais vitais sem dispositivos
◈ Contexto

Tecnologia aproveita redes Wi-Fi para acompanhar batimentos cardíacos, respiração e quedas em tempo real, dispensando equipamentos tradicionais.

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolvem uma tecnologia que utiliza redes Wi-Fi para monitorar sinais vitais, como batimentos cardíacos, frequência respiratória e quedas, sem a necessidade de aparelhos acoplados ao corpo. O sistema, baseado em inteligência artificial, capta e processa dados em tempo real, oferecendo uma alternativa mais acessível e não invasiva para o acompanhamento da saúde.

A tecnologia CSI (Channel State Information) é responsável por interpretar as informações captadas pelo Wi-Fi, criando um perfil individualizado do paciente que fica armazenado na nuvem. Dessa forma, profissionais de saúde podem acompanhar alterações e condições dos pacientes remotamente, por meio de dispositivos como celulares ou notebooks.

O projeto, que já conta com a participação de cerca de 130 voluntários realizando atividades como caminhar, sentar e deitar, ainda busca mais 170 participantes para ampliar o banco de dados. Entre os focos da pesquisa está o monitoramento da apneia do sono, que poderá ser diagnosticada sem o uso dos tradicionais equipamentos com fios, além da comparação da precisão entre o monitoramento via Wi-Fi e dispositivos como smartwatches.

O estudo faz parte da rede de pesquisa em saúde e-Health Rio, apoiada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 2019. A iniciativa representa um avanço no uso de tecnologias já presentes em ambientes domésticos e médicos para melhorar a qualidade e o acesso ao monitoramento da saúde.

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