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PF busca empresário suspeito de adquirir dados sigilosos da esposa de ministro do STF

PF busca empresário suspeito de adquirir dados sigilosos da esposa de ministro do STF
◈ Contexto

Marcelo Conde é investigado por envolvimento em esquema que acessou ilegalmente informações fiscais de autoridades e familiares.

A Polícia Federal está à procura do empresário Marcelo Paes Fernendez Conde, de 65 anos, suspeito de comprar dados sigilosos fiscais de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação faz parte da nova fase da Operação Exfil, que investiga a obtenção ilegal de informações fiscais de autoridades e seus familiares.

Marcelo Conde, filho do ex-prefeito e ex-vice-governador do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, é alvo de mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo. As investigações indicam que dados de 1.819 contribuintes, incluindo ministros do STF, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, ex-governadores e empresários foram acessados sem autorização.

Segundo apuração, Conde teria encomendado os dados da esposa do ministro a Washington Travassos de Azevedo, contador preso em fases anteriores da operação. Depoimentos e materiais apreendidos apontam que ele pagou R$ 4.500 em espécie para receber listas de CPFs e declarações fiscais obtidas ilegalmente.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou as medidas para reconstruir a sequência dos fatos e identificar outros envolvidos, destacando a importância da apreensão de dispositivos eletrônicos para analisar comunicações e registros em nuvem que possam revelar a extensão do esquema.

Essa fase da operação segue investigações que começaram em fevereiro, quando mandados foram cumpridos em três estados visando servidores públicos, terceirizados e intermediários suspeitos de atuar na extração e divulgação de dados da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Parte dos servidores investigados estava cedida pelo Serpro à Receita.

O caso levanta suspeitas de quebra ilegal de sigilo fiscal de autoridades sem autorização, configurando um esquema estruturado de acesso não autorizado a informações protegidas.

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