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Wi-fi e inteligência artificial ajudam a monitorar sinais vitais em tempo real

Wi-fi e inteligência artificial ajudam a monitorar sinais vitais em tempo real
◈ Contexto

Pesquisadores brasileiros desenvolvem sistema que usa wi-fi para acompanhar batimentos cardíacos, respiração e quedas sem equipamentos invasivos.

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) estão avançando no uso do wi-fi para monitorar em tempo real sinais vitais como batimentos cardíacos, frequência respiratória e quedas de pacientes. A tecnologia utiliza inteligência artificial para analisar os dados captados pela rede, sem a necessidade de dispositivos acoplados ao corpo.

O sistema funciona com a tecnologia CSI (Channel State Information), que mapeia características individuais das pessoas monitoradas e armazena essas informações na nuvem. Isso permite que profissionais de saúde acompanhem o estado dos pacientes por meio de celulares ou notebooks, facilitando a identificação de alterações no padrão de saúde.

Até o momento, cerca de 130 voluntários participaram da pesquisa, realizando atividades como caminhar, sentar e deitar, entre outras posições. O grupo ainda busca mais 170 participantes para continuar os estudos, que fazem parte da rede de pesquisa em saúde e-Health Rio, apoiada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Uma das aplicações mais promissoras é o monitoramento da apneia do sono, que poderá ser feito sem os tradicionais fios e sensores desconfortáveis. A equipe também compara a precisão do wi-fi para medir batimentos cardíacos com dispositivos como smartwatches, buscando ampliar as opções de monitoramento acessível e não invasivo.

Segundo a professora Débora Muchaluat Saade, coordenadora do projeto, o uso do wi-fi para captar e processar dados vitais tem o potencial de transformar a forma como acompanhamos a saúde, tornando o processo mais prático e menos invasivo para os pacientes.

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