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Como controlar a proliferação dos caracóis africanos em Macapá durante o período chuvoso

Como controlar a proliferação dos caracóis africanos em Macapá durante o período chuvoso
◈ Contexto

O aumento dos caracóis africanos em Macapá exige cuidados específicos para evitar riscos ambientais e à saúde.

Com as chuvas intensas em Macapá, a presença dos caracóis africanos, conhecidos também como caracóis gigantes, tem chamado atenção ao invadir quintais e áreas públicas pouco cuidadas. Esses moluscos, cujo nome científico é Achatina fulica, são originários da região Centro-Norte da África e não possuem predadores naturais no Brasil, o que facilita sua reprodução em ambiente urbano.

Durante o período chuvoso, os caracóis emergem com mais frequência do solo úmido, aumentando sua população. Eles se alimentam de diversos tipos de matéria orgânica, incluindo restos de comida, plantas e até lixo, o que os torna potenciais vetores de contaminação. Por isso, a limpeza adequada dos quintais e a higienização rigorosa dos alimentos consumidos crus são fundamentais para evitar riscos à saúde.

Segundo a bióloga Tatiane Barbosa, a espécie foi introduzida no Brasil na década de 1980, inicialmente no Sul do país, com a intenção de produzir escargot para consumo. Em Macapá, os primeiros registros datam de 2008, mas as infestações mais severas ainda não foram observadas na cidade ou em Santana.

Impactos e cuidados no controle dos caracóis africanos

A presença do Achatina fulica traz três principais desafios: ambiental, econômico e sanitário. Ecologicamente, esses caracóis competem com espécies nativas e podem prejudicá-las. Na agricultura, eles danificam hortas e plantações. Já na saúde pública, a contaminação pode ocorrer se alimentos não forem bem higienizados.

Não há produtos químicos recomendados para eliminar esses moluscos, e métodos caseiros como jogar sal são desaconselhados, pois prejudicam o solo e podem até favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue.

O combate eficaz depende do manejo ambiental: retirar lixo e matéria orgânica dos quintais, destruir ovos que se parecem com pequenas pérolas, recolher os caracóis adultos com luvas ou sacos plásticos e descartá-los em água fervente misturada com hipoclorito de sódio. As conchas devem ser quebradas para evitar novos criadouros. Plantar boldo em jardins pode ajudar como repelente natural.

Embora não se saiba ao certo como esses caracóis chegaram às áreas urbanas, o controle depende da colaboração da população para manter os espaços limpos e evitar a expansão desses moluscos.

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