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Protestos em Jharkhand pedem investigação e cancelamento de concursos públicos na Índia

Protestos em Jharkhand pedem investigação e cancelamento de concursos públicos na Índia
◈ Contexto

Milhares de jovens manifestam-se contra suspeitas de fraude e pedem transparência no sistema de recrutamento público em Jharkhand.

Milhares de manifestantes no estado indiano de Jharkhand ocupam as ruas e marcham até a assembleia legislativa local para exigir a suspensão de concursos públicos e uma investigação federal sobre supostas irregularidades nos processos seletivos. O movimento ganhou força após denúncias de fraude em exames para cargos na administração estadual.

O estopim dos protestos foi a revelação de que mais de 2 mil candidatos foram aprovados para a próxima fase de um exame que oferecia apenas 103 vagas, além da divulgação nas redes sociais da folha de respostas de um candidato aprovado que teria deixado grande parte da prova em branco. A situação levou à prisão do candidato e de outras dez pessoas, além da renúncia do presidente da comissão responsável pelos concursos.

Apesar dessas medidas, os manifestantes consideram que o problema é estrutural e pedem o cancelamento do exame JSSC-CGL, a reaplicação das provas e uma investigação conduzida por autoridades federais ou juízes aposentados de outros estados, para garantir imparcialidade e transparência. Eles também reivindicam mecanismos mais rigorosos contra vazamentos, verificação biométrica dos candidatos e responsabilização das agências terceirizadas envolvidas.

O movimento se intensificou com greves de fome, incluindo a de Rahul Kranti, que foi transferido para a UTI devido ao agravamento de seu estado de saúde, mas assegura continuar a mobilização. Inspirado pelos recentes protestos estudantis em Nova Déli, o movimento em Jharkhand é liderado por organizações locais que buscam reformar o sistema de recrutamento público e restaurar a confiança dos jovens no processo seletivo.

O governo estadual já suspendeu o exame contestado e três membros da comissão renunciaram, mas os manifestantes continuam pressionando por mudanças mais profundas. O ministro-chefe Hemant Soren afirmou estar aberto ao diálogo e prometeu punir os responsáveis pelas irregularidades. Enquanto isso, protestos seguem em andamento, com jovens exigindo transparência e justiça para garantir um futuro mais justo no acesso ao serviço público.

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