Instituto Robert Koch estima impacto fatal do calor extremo no país entre abril e agosto.
Entre abril e agosto de 2026, cerca de 14 mil pessoas morreram na Alemanha em decorrência de ondas de calor intenso, aponta o Instituto Robert Koch (RKI), órgão oficial responsável pela vigilância de doenças no país.
O número representa aproximadamente 17 óbitos para cada 100 mil habitantes e pode ser subestimado, já que o RKI considera a estimativa conservadora. Nos últimos dez anos, os picos anteriores foram em 2018, com 9.400 mortes, e em 2019, com 7.600.
O instituto explica que o calor raramente é causa direta das mortes, mas agrava condições de saúde preexistentes, especialmente em idosos. Pessoas com 65 anos ou mais correspondem a cerca de 90% dos casos, sendo que as faixas acima de 85 anos são as mais afetadas.
Durante a última semana de junho, quando o país enfrentou temperaturas recordes acima de 40 ºC, ocorreram 9,6 mil dessas mortes, o período mais letal dentro do intervalo analisado. Essa onda de calor marcou o verão europeu mais quente já registrado, segundo dados do serviço climático Copernicus.
O RKI baseia suas projeções em dados do Departamento Federal de Estatísticas e em informações coletadas por 52 estações meteorológicas espalhadas pela Alemanha. Os números podem ser atualizados futuramente, já que o modelo de cálculo é revisado regularmente para maior precisão.
