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Dólar cai para R$ 5,17 e Ibovespa registra alta após 11 quedas seguidas

Dólar cai para R$ 5,17 e Ibovespa registra alta após 11 quedas seguidas
◈ Contexto

Dólar fecha em baixa e Ibovespa sobe, interrompendo sequência negativa, enquanto tensões geopolíticas e inflação global seguem no radar.

O dólar encerrou esta quarta-feira (19) em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,1761, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,90%, chegando a 167.830 pontos e interrompendo uma sequência de 11 quedas consecutivas.

O movimento no mercado foi influenciado pela alta do petróleo, provocada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu preocupações sobre a estabilidade do Estreito de Ormuz e os impactos na inflação global. No Brasil, a valorização da bolsa foi vista como um alívio temporário diante das incertezas eleitorais, das contas públicas e da saída de recursos estrangeiros, que já ultrapassa R$ 13 bilhões no mês.

Alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

O preço do petróleo voltou a subir com o avanço dos conflitos na região do Oriente Médio. O jornal Financial Times revelou que o Irã estaria considerando ataques a bases militares americanas na Europa caso o conflito com os EUA se intensifique. Entre os possíveis alvos estão uma base aérea na Bulgária e outra no Chipre, além de cabos submarinos no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 0,48%, atingindo US$ 91,46, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 0,80%, para US$ 85,62.

Fed reforça preocupação com inflação

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) mostrou que o banco central americano está atento à inflação, com membros do Comitê Federal de Mercado Aberto prontos para elevar os juros caso os preços não se aproximem da meta de 2%. Apesar de manter a taxa básica entre 3,50% e 3,75% no momento, os dirigentes indicam que aumentos futuros podem ser necessários para controlar a alta dos preços.

Essa postura reforça a cautela dos investidores, que avaliam o impacto da política monetária americana sobre os mercados globais.

Cenário doméstico e perspectivas para o Ibovespa

Especialistas apontam que o avanço do Ibovespa nesta quarta-feira foi impulsionado por fatores externos, como a decisão do Tesouro dos EUA de ampliar a recompra de títulos de longo prazo, o que reduziu os juros e incentivou a busca por ativos de maior risco. No entanto, essa recuperação é considerada temporária, já que os desafios internos permanecem, incluindo a elevada taxa Selic em 14%, dúvidas sobre as contas públicas e o ambiente político-eleitoral.

A saída de recursos estrangeiros e a incerteza sobre o cenário fiscal continuam pesando sobre a bolsa, que pode enfrentar volatilidade nas próximas semanas.

Panorama global

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em alta, com destaque para as ações da Moderna, que mais que dobraram após resultados positivos em terapia contra melanoma. Na Europa, a maioria das bolsas encerrou em queda, pressionada pela alta do petróleo. Na Ásia, as bolsas chinesas recuaram significativamente, refletindo preocupações econômicas e resultados corporativos abaixo do esperado.

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