A Basílica da Sagrada Família em Barcelona recebe missa especial e inaugura sua torre mais alta, consolidando-se como cartão-postal da cidade.
O papa Leão XIV realiza nesta quarta-feira (10) uma missa na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, durante cerimônia que inclui a bênção da Torre de Jesus Cristo, a estrutura mais alta do templo. A igreja, que já é o principal símbolo da capital catalã, é também um dos pontos turísticos mais conhecidos da Europa.
A construção da Sagrada Família começou em 1882, mas somente no ano seguinte as obras tiveram início efetivo. Desde então, o templo está em constante desenvolvimento, com previsão de conclusão para 2032, quase 150 anos após o início. Antes de ser finalizado, o complexo passará por um ciclo inicial de restauração.
O projeto original, de estilo neogótico, foi repensado em 1884 pelo jovem arquiteto Antoni Gaudí, que transformou a obra em um marco do modernismo catalão. Gaudí dedicou as últimas quatro décadas de sua vida ao templo, mas faleceu em 1926 sem ver a obra concluída. A diocese local atualmente busca sua beatificação, reconhecendo-o como o “arquiteto de Deus”.
A construção sofreu interrupções, especialmente durante a Guerra Civil Espanhola, quando muitos planos e modelos foram destruídos. Ainda assim, a fachada da Natividade foi finalizada e reconhecida pela Unesco em 2005, e em 2010 o papa Bento XVI declarou a igreja como basílica menor.
O marco mais recente foi a conclusão da Torre de Jesus Cristo em fevereiro de 2026, que com 172,5 metros não só tornou a Sagrada Família a igreja mais alta do mundo, superando a Catedral de Ulm, na Alemanha, como também o edifício mais alto de Barcelona. A cruz branca que coroou a torre mede 17 metros de altura por 13,5 metros de largura, posicionada no topo com o auxílio de um guindaste.
O templo recebe milhões de visitantes anualmente, com 4,8 milhões de entradas pagas em 2024, consolidando-se como o principal destino turístico da Espanha. Gaudí projetou que a altura máxima da igreja ficasse abaixo dos 177 metros do morro de Montjuïc, para não superar a natureza divina conforme sua visão.
