Organização eleva previsão para 2% em 2026, citando consumo e políticas que sustentam a economia nacional.
A OCDE revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, estimando alta de 2%, contra 1,6% projetado anteriormente. Para 2027, a expectativa foi ajustada para 1,9%, uma leve redução em relação aos 2,1% previstos antes.
Segundo o relatório divulgado recentemente, o Brasil figura entre as economias emergentes do G20 que mantêm o crescimento mesmo diante dos desafios globais, como a guerra no Oriente Médio e o aumento dos preços da energia. No segundo trimestre de 2026, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões, com crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 2% na comparação anual.
A principal justificativa para a revisão positiva é a “demanda doméstica resiliente”. Isso indica que o consumo interno e os investimentos continuaram fortes, sustentando a economia apesar dos choques externos. Além disso, políticas públicas ajudaram a reduzir o impacto dos custos elevados da energia para famílias e empresas.
Outro ponto destacado pela OCDE é a redução da taxa básica de juros no Brasil desde março, em mais de 1 ponto percentual, um movimento contrário ao de outras economias do G20, que aumentaram suas taxas no mesmo período. A expectativa é que essa tendência de queda nos juros continue, acompanhando a desaceleração da inflação.
Perspectiva global e desafios futuros
Para a economia mundial, a OCDE também elevou a previsão de crescimento para 2,9% em 2026, ante os 2,8% estimados anteriormente. A entidade atribui essa melhora à capacidade global de absorver os efeitos do conflito no Oriente Médio, graças a estoques de petróleo, maior oferta energética fora da região do Golfo e medidas governamentais de suporte.
Investimentos em inteligência artificial e tecnologia, especialmente em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, impulsionaram o desempenho econômico recente, beneficiando também fornecedores asiáticos de componentes tecnológicos.
Apesar do cenário positivo, a OCDE alerta para riscos, como a persistência da alta nos preços da energia, que pode pressionar a inflação e reduzir o poder de compra das famílias. A organização também prevê uma desaceleração do crescimento global no final de 2026 e início de 2027, com recuperação gradual dependendo da resolução dos conflitos internacionais.
