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Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30% desde maio

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30% desde maio
◈ Contexto

Desde a implementação provisória do acordo em maio, as exportações do Brasil para a União Europeia cresceram significativamente, segundo o governo.

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, contribuiu para um aumento de 30% nas exportações brasileiras para o bloco europeu, conforme declarou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em evento recente no Ministério da Agricultura.

Além desse crescimento específico, o comércio exterior brasileiro apresentou expansão média de 10,4% em 2026, com recordes em diversos mercados internacionais. O ministro destacou que o avanço é resultado tanto dos investimentos privados quanto das estratégias governamentais para ampliar o acesso a novos mercados.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou o impacto positivo do acordo, apontando que o comércio bilateral entre Mercosul e União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde maio. Ele ressaltou que esse desempenho sinaliza um cenário promissor para as relações comerciais futuras.

Benefícios e condições do acordo

O pacto prevê a criação de uma zona de livre comércio com a redução gradual e eliminação de tarifas aduaneiras para a maioria dos produtos. Cerca de 77% dos itens agropecuários exportados pelo Mercosul à União Europeia terão suas tarifas eliminadas progressivamente em prazos que variam de quatro a dez anos.

Entre os produtos beneficiados com isenção imediata ou gradual estão frutas, sucos, peixes, crustáceos, óleos vegetais e café solúvel e moído. O café em grão já entra na Europa sem tarifas. No entanto, itens considerados sensíveis, como carne bovina, frango e porco, terão redução tarifária condicionada a cotas, devido à competição com a produção local europeia.

Apesar dos avanços, o ministro Márcio Elias Rosa ressaltou que o cenário internacional ainda apresenta desafios, como barreiras tarifárias e não tarifárias. O Brasil pretende manter o diálogo aberto e seguir negociando com parceiros como os Estados Unidos para ampliar oportunidades comerciais.

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