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Brasil mantém liderança acadêmica na América Latina, mas enfrenta queda global em rankings universitários

Brasil mantém liderança acadêmica na América Latina, mas enfrenta queda global em rankings universitários
◈ Contexto

Apesar da liderança regional, universidades brasileiras perdem posições no ranking mundial devido à falta de investimentos.

O Brasil segue como líder incontestável no cenário acadêmico da América Latina, mantendo essa posição de 2014 a 2026, segundo análise do Center for World University Rankings (CWUR). No entanto, ao observar o panorama global, o país enfrenta uma queda preocupante na competitividade de suas instituições, que sofrem com a escassez de recursos e investimentos.

A Universidade de São Paulo (USP) continua sendo o principal destaque nacional, tendo alcançado seu melhor momento entre 2018 e 2019, quando chegou à 77ª posição mundial. Desde então, a universidade tem registrado uma trajetória de queda gradual, posicionando-se em 119º lugar em 2026. Essa redução reflete perdas em indicadores como qualidade da educação, empregabilidade, corpo docente e produção científica.

Outras universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Campinas (Unicamp), também têm enfrentado desafios para se manterem competitivas no cenário internacional. Apesar disso, o Brasil ampliou sua presença global, passando de 18 para 52 instituições entre as 2.000 melhores do mundo, incluindo centros especializados como Fiocruz, IMPA e ITA.

No âmbito regional, o México tem avançado, com a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) subindo da 337ª para a 287ª posição global, assumindo o segundo lugar na América Latina e reduzindo a distância para as instituições brasileiras. Enquanto isso, a Argentina mantém uma presença estável, mas com crescimento mais modesto.

No ranking mundial, o topo permanece dominado por universidades dos Estados Unidos e Reino Unido, com Harvard mantendo a liderança absoluta desde 2014. Contudo, a China vem ganhando destaque, superando os EUA em número de instituições listadas e apresentando crescimento consistente graças a investimentos governamentais robustos em pesquisa e inovação.

Esses dados indicam um cenário de desafios para a educação superior brasileira, que precisa enfrentar tanto a concorrência regional quanto as transformações globais para recuperar sua posição entre as melhores universidades do mundo.

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