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Brics avaliam integração de pagamentos instantâneos e moedas digitais para facilitar transações internacionais

Brics avaliam integração de pagamentos instantâneos e moedas digitais para facilitar transações internacionais
◈ Contexto

Países do Brics discutem conectar sistemas de pagamento rápidos e moedas digitais para reduzir custos em transferências entre membros.

Os países do Brics estão em diálogo para integrar seus sistemas de pagamentos instantâneos e explorar o uso de moedas digitais emitidas por bancos centrais, conhecidas como CBDCs. O objetivo é simplificar e baratear as transações financeiras entre as nações do grupo, revelou Sanjay Malhotra, presidente do Banco Central da Índia.

Durante evento em Mumbai, Malhotra destacou que os pagamentos transfronteiriços representam um ponto de interesse comum entre os membros do bloco, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, entre outros. Ele ressaltou que diversas propostas estão sendo avaliadas, como a conexão entre sistemas de pagamento rápidos e a adoção conjunta das moedas digitais dos bancos centrais.

Essas discussões antecipam a 18ª Cúpula do Brics, marcada para setembro de 2026 na Índia. Segundo informações divulgadas anteriormente, o Banco Central indiano recomendou que a integração das CBDCs seja incluída na pauta do encontro para fortalecer as alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos internacionais.

No Brasil, o Banco Central avança no projeto do PIX Internacional, que visa conectar o sistema instantâneo nacional com plataformas de outros países para viabilizar pagamentos internacionais mais ágeis. Atualmente, o PIX já funciona parcialmente no exterior, em países como Argentina, Estados Unidos e Portugal, por meio de parcerias financeiras, permitindo que pagamentos sejam feitos em reais e posteriormente convertidos para a moeda local.

A iniciativa brasileira, alinhada aos esforços do Brics, busca ampliar o uso do PIX no exterior e facilitar operações financeiras entre os países do bloco, promovendo maior integração econômica e redução de custos nas transações internacionais.

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