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Estar na natureza e socializar melhora a qualidade de vida dos idosos, indicam estudos

Estar na natureza e socializar melhora a qualidade de vida dos idosos, indicam estudos
◈ Contexto

Pesquisa revela que contato com ambientes naturais aliado à interação social aumenta o bem-estar e o senso de propósito em pessoas acima de 65 anos.

Estudos recentes apontam que o contato frequente com a natureza traz benefícios significativos para o bem-estar dos idosos, especialmente quando combinado com atividades sociais. Pesquisadores das universidades Penn State (EUA), National Open University e Lunghwa University of Science and Technology (Taiwan) analisaram hábitos de pessoas com mais de 65 anos que costumam frequentar áreas verdes regularmente.

O conceito japonês de shinrin-yoku, ou banho de floresta, destaca a importância de envolver todos os sentidos ao estar em meio à natureza — como sentir os aromas, tocar as árvores e ouvir sons naturais — sem a necessidade de esforço físico intenso. Essa experiência, mesmo em parques urbanos ou áreas arborizadas, mostrou-se eficaz para elevar o sentimento de propósito e significado na vida dos idosos.

Na pesquisa realizada em Taiwan, frequentadores assíduos de uma área de preservação ambiental que compartilhavam suas experiências com amigos apresentaram níveis mais altos de bem-estar. Segundo John Dattilo, professor da Penn State e um dos autores do estudo, políticas públicas deveriam facilitar o acesso dos idosos a esses espaços, oferecendo transporte e oportunidades para fortalecer os vínculos sociais.

Além disso, outro estudo envolvendo 28 mil idosos na China, divulgado no Journal of Epidemiology & Community Health, reforçou que a socialização regular está associada a taxas menores de mortalidade. Idosos que participavam de atividades em grupo semanalmente ou mais apresentaram risco de morte significativamente inferior em comparação aos que raramente se socializavam.

Essas evidências indicam que a combinação entre contato com a natureza e engajamento social é fundamental para promover a saúde mental, física e emocional na terceira idade, reforçando a necessidade de políticas públicas que incentivem essas práticas.

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