Paralisação impacta serviços administrativos em diversas instituições de ensino superior pelo país.
Desde fevereiro, técnicos-administrativos em educação estão em greve em pelo menos 44 universidades federais, segundo levantamento recente. A mobilização foi iniciada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas (Fasubra) e tem adesão gradual conforme o avanço dos meses.
A principal demanda da categoria é o cumprimento total do Termo de Acordo firmado em 2024, após longas negociações com o governo. Além disso, os servidores reivindicam a manutenção da jornada de 30 horas semanais, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para todos, incluindo aposentados e pensionistas, e manifestam oposição à Reforma Administrativa e ao projeto de lei 6170/2025.
A greve não interrompe as aulas, mas compromete serviços essenciais de apoio, como atendimento administrativo, emissão de documentos, funcionamento das bibliotecas e matrículas. As universidades afetadas abrangem instituições de todas as regiões, entre elas a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Piauí (UFPI), e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras.
Em resposta, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) destacou que boa parte das reivindicações foi contemplada na Lei 15.367/2026, sancionada em março e que será incorporada ao plano de carreira dos técnicos. O governo também ressalta que mantém diálogo constante com os representantes da categoria, incluindo reuniões recentes para acompanhamento das negociações.
O Ministério da Educação (MEC) foi procurado para comentar a situação, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
