Pesquisa da Universidade de Copenhagen identifica insegurança e pressão social como causas do afastamento precoce de trabalhadores maduros.
Um estudo do Copenhagen Centre for Health Research in the Humanities, vinculado à Universidade de Copenhagen, aponta que profissionais mais velhos têm abandonado o mercado de trabalho por sentirem-se ultrapassados, mesmo em países onde a valorização da mão de obra sênior é política oficial, como na Europa Ocidental.
Batizada de “Síndrome do desgaste”, essa condição se diferencia de outras já conhecidas no ambiente corporativo, como a síndrome do impostor e o burnout. Nela, trabalhadores maduros, apesar de reconhecerem seu valor, começam a duvidar de suas capacidades e se preocupam com a percepção que seus colegas e superiores têm deles.
Comentários frequentes, como questionamentos sobre aposentadoria, reforçam estereótipos que levam a uma autoavaliação negativa. Os pesquisadores identificaram três principais manifestações dessa síndrome: o medo de não corresponder às expectativas, a sensação de estar sendo avaliado de forma crítica e o receio de não saber quando é o momento certo para se desligar do trabalho.
A pesquisa, realizada entre 2019 e 2021 com profissionais da indústria e do mercado financeiro — este último grupo mais afetado — revelou a angústia constante sobre o futuro profissional, com dúvidas sobre manter o ritmo das mudanças e a própria relevância no ambiente de trabalho.
Especialistas destacam que as empresas podem contribuir para reverter esse cenário ao incluir trabalhadores seniores em programas de capacitação e atualização, mostrando confiança em suas habilidades e combatendo a exclusão precoce.
