Inventor das baterias que impulsionam eletrônicos e veículos elétricos, Goodenough faleceu pouco antes de completar 101 anos.
John B. Goodenough, cientista reconhecido pelo desenvolvimento das baterias de íon-lítio, faleceu aos 100 anos, um mês antes de seu 101º aniversário. Ele foi o ganhador mais velho do Prêmio Nobel de Química, recebendo a honraria em 2019 aos 97 anos.
Goodenough compartilhou o Nobel com Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelo trabalho que revolucionou o armazenamento de energia, possibilitando o avanço de dispositivos móveis e a popularização dos carros elétricos. A bateria recarregável criada por ele é fundamental para a eletrônica sem fio, como celulares e laptops, e também para a transição para fontes de energia renovável.
Além da bateria de íon-lítio, Goodenough continuou a pesquisar soluções inovadoras, investindo em tecnologias como baterias de estado sólido com eletrólitos de vidro e eletrodos metálicos de lítio ou sódio, visando melhorar o armazenamento de energia.
Nascido em 1922 na Alemanha, Goodenough dedicou grande parte da carreira à Universidade do Texas em Austin, onde atuou por 37 anos. Jay Hartzell, presidente da instituição, destacou seu papel como líder na vanguarda da ciência ao longo de décadas.
Antes dele, o recorde de laureado mais velho pertencia a Arthur Ashkin, que recebeu o Nobel em 2018 aos 96 anos por pesquisas em física aplicada.
