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Locais Sagrados de Jerusalém Reabrem Após 40 Dias de Fechamento por Conflito

Locais Sagrados de Jerusalém Reabrem Após 40 Dias de Fechamento por Conflito
◈ Contexto

Após mais de um mês fechados devido a restrições de segurança, pontos religiosos emblemáticos de Jerusalém retomam visitação.

Após 40 dias de fechamento motivado por medidas de segurança durante o conflito envolvendo Israel, os locais sagrados de Jerusalém foram reabertos nesta quinta-feira (9). O Muro das Lamentações, a Igreja do Santo Sepulcro e a Mesquita de Al-Aqsa receberam novamente fiéis e visitantes.

A reabertura ocorreu um dia após o início de um cessar-fogo de duas semanas, resultado de um acordo entre o governo dos Estados Unidos e o regime iraniano. Para muitos, foi um momento de emoção, como relatou uma jovem de 18 anos que celebrou a volta ao Muro das Lamentações.

O fechamento começou no dia 28 de fevereiro, data que marcou o início de ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. A decisão gerou protestos entre crentes das três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Durante o período fechado, a Igreja do Santo Sepulcro manteve suas celebrações internas, como a missa de Páscoa, embora sem a presença de fiéis. O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, chegou a ser impedido pela polícia israelense de realizar a missa de Ramos, algo inédito em séculos.

Na retomada das atividades, o Patriarca Ortodoxo Grego de Jerusalém, Teófilo III, conduziu a cerimônia do Lava-pés na Igreja do Santo Sepulcro, reforçando a importância do local para a vivência espiritual dos fiéis.

Na Mesquita de Al-Aqsa, centenas de muçulmanos se reuniram desde as primeiras horas do dia. No entanto, a entrada autorizada de fiéis judeus no complexo gerou tensão, sendo vista como provocação por parte dos presentes, refletindo a histórica sensibilidade do local.

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