Presidente Lula deve discutir combate à corrupção no setor de combustíveis, incluindo o caso do empresário Ricardo Magro, em reunião com Donald Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tratar do combate à corrupção no setor de combustíveis em sua reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para esta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. Entre os temas, está o caso Refit, que envolve um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do Brasil.
Ricardo Magro, empresário brasileiro e proprietário da antiga Refinaria de Manguinhos, hoje Refit, é apontado pelas autoridades brasileiras como o maior devedor de impostos do país. Estima-se que ele tenha sonegado cerca de R$ 26 bilhões em ICMS, principalmente no estado de São Paulo.
Magro, que reside em Miami desde 2016, é suspeito de utilizar instituições financeiras nos Estados Unidos para movimentações relacionadas ao esquema. O empresário, formado em Direito com especialização em direito tributário, comanda o grupo Refit desde 2008 e tem sido alvo de investigações que envolvem também o crime organizado no mercado de combustíveis.
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o combate à corrupção no setor será pauta do encontro entre Lula e Trump, destacando que as ações recentes miram os grandes promotores do crime, incluindo atividades ligadas a refinarias, importações e comércio exterior. Ele ressaltou que, embora não haja menção direta a nomes, o setor já passou por prisões e bloqueios de bens que ajudaram a recuperar o mercado de combustíveis no Brasil.
Além das investigações fiscais, a Refit está sob recuperação judicial desde que o Ministério Público de São Paulo apontou sua participação em fraudes envolvendo adulteração de bombas de combustível e sonegação. O caso faz parte da Operação Carbono Oculto, que também investiga a influência do PCC no setor.
