Diante da rejeição do advogado-geral da União no Senado, cresce a recomendação para que Lula indique Daniela Teixeira ao Supremo Tribunal Federal.
O presidente Lula enfrenta resistência no Senado para reconduzir Jorge Messias, advogado-geral da União, à vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso em 2025. Em meio a esse cenário, setores do Palácio do Planalto passaram a defender a indicação da ministra Daniela Teixeira, atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), como alternativa mais viável.
Daniela Teixeira tem um histórico de aprovação no Senado com ampla vantagem: quando foi indicada para o STJ, recebeu 68 votos favoráveis, o dobro dos 34 votos que Messias obteve antes de ser rejeitado para a vaga no STF. Essa diferença reforça a avaliação de que a ministra reúne um perfil técnico e aceito politicamente, o que pode facilitar sua nomeação.
Além do aspecto técnico, a indicação da ministra atenderia à demanda interna por uma mulher na Corte, trazendo um nome já testado em tribunal superior. Por outro lado, a escolha inicial de Messias foi pautada na lealdade, o que mantém parte do PT favorável à sua recondução, mesmo diante da sinalização do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de que não pretende analisar o nome neste ano.
Um desafio para a indicação de Daniela Teixeira é a resistência do próprio Messias, que manifestou contrariedade à possibilidade de sua substituição pela ministra do STJ. Enquanto isso, aliados de Lula avaliam que seria arriscado adiar a decisão por mais tempo, preferindo uma nomeação segura e sem turbulências para evitar desgaste político.
Para esses interlocutores, a escolha de Daniela Teixeira representaria uma mudança no cenário, oferecendo uma alternativa mais leve e técnica para o Supremo, o que poderia acelerar o processo de indicação e aprovação no Senado.
