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Petrobras confirma novo óleo de qualidade em descoberta no poço Morpho, na Foz do Amazonas

Petrobras confirma novo óleo de qualidade em descoberta no poço Morpho, na Foz do Amazonas
◈ Contexto

Petrobras revela petróleo de boa qualidade em camada mais profunda no poço Morpho, no Amapá.

A Petrobras anunciou uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá. A presidente da empresa, Magda Chambriard, destacou que o óleo encontrado é de boa qualidade, semelhante ao identificado em agosto deste ano.

O poço Morpho faz parte do bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial, região considerada uma nova fronteira para exploração de petróleo e gás no Brasil. A perfuração avançou para uma camada mais profunda, onde foi confirmada a presença de petróleo após análises de rochas e fluidos coletados.

Chambriard explicou que é comum encontrar petróleo em mais de uma camada em um mesmo poço, podendo variar em qualidade e características. Até o momento, o Morpho apresenta petróleo em duas profundidades distintas, e a possibilidade de novas descobertas ainda está aberta, embora não haja garantias.

O petróleo foi encontrado em águas ultraprofundas, sob uma lâmina d’água de aproximadamente 2,9 km. A extração ainda depende da avaliação do volume disponível e da viabilidade econômica do campo. Informações detalhadas sobre a profundidade, espessura dos reservatórios e propriedades do óleo estão sob sigilo regulatório por dois anos.

Os trabalhos de perfuração no Morpho devem continuar até o final de outubro, quando a sonda será deslocada para o litoral do Rio Grande do Norte para iniciar a perfuração no prospecto Mãe de Ouro, na Bacia Potiguar, para o qual a Petrobras já possui licença ambiental atualizada.

Essa exploração é estratégica para a Petrobras, que busca novas reservas para compensar o declínio previsto na produção do pré-sal após o pico estimado entre 2034 e 2035. No entanto, o avanço na Margem Equatorial depende das autorizações ambientais do Ibama, e o tema gera debates sobre impactos ambientais e a transição energética.

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