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Protestos crescem contra resort ligado a Ivanka Trump em ilha da Albânia

Protestos crescem contra resort ligado a Ivanka Trump em ilha da Albânia
◈ Contexto

Manifestantes na Albânia rejeitam construção de resort de luxo associada a Ivanka Trump e Jared Kushner em área ambientalmente sensível.

Nas últimas semanas, milhares de pessoas têm tomado as ruas de Tirana, capital da Albânia, para manifestar contra a construção de um resort de luxo em uma ilha do país, projeto associado a Ivanka Trump, filha do ex-presidente dos EUA, e seu marido, Jared Kushner.

O empreendimento, avaliado em cerca de 1,4 bilhão de euros, está previsto para ocupar a ilha desabitada de Sazan, localizada no mar Adriático, próxima à cidade de Vlora. A região abriga espécies protegidas, como flamingos, focas e tartarugas marinhas, o que tem motivado críticas de ambientalistas e moradores locais.

Protestos recentes têm sido marcados por confrontos com a polícia, com manifestantes exibindo faixas que dizem “A Albânia não está à venda” e pedindo o cancelamento do projeto. O governo, por sua vez, defende o investimento, que inclui também outras áreas na região, argumentando que a iniciativa trará empregos e melhorias na infraestrutura local.

A ilha de Sazan possui uma história militar significativa, com bunkers e munições não detonadas espalhadas pela costa, o que aumenta a complexidade da construção. Ivanka Trump afirmou que a descoberta da ilha foi casual e que o desenvolvimento será feito com cuidado para preservar o ambiente.

Em resposta às críticas, cerca de 40 organizações ambientais solicitaram a suspensão das obras, alertando para os riscos irreversíveis à biodiversidade. As tensões aumentaram após a instalação de barreiras que restringiram o acesso a áreas protegidas, gerando confrontos e a suspensão de licenças de empresas de segurança.

O governo concedeu à empresa Atlantic Incubation Partners, ligada a Kushner, o status de “investidor estratégico”, facilitando processos administrativos. Apesar do convite do premiê Edi Rama para diálogo com os manifestantes, os organizadores rejeitaram a proposta e pedem a renúncia do chefe de governo. A agência anticorrupção do país também iniciou uma investigação sobre o projeto.

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