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Tomossíntese supera mamografia tradicional na detecção do câncer de mama, aponta estudo com mais de 1 milhão de mulheres

Tomossíntese supera mamografia tradicional na detecção do câncer de mama, aponta estudo com mais de 1 milhão de mulheres
◈ Contexto

Pesquisa nos EUA revela que a mamografia 3D detecta mais casos de câncer de mama e reduz exames complementares.

Um estudo realizado com mais de um milhão de mulheres nos Estados Unidos mostrou que a tomossíntese, conhecida como mamografia 3D, é mais eficaz na detecção precoce do câncer de mama do que a mamografia convencional. Essa tecnologia avançada produz imagens tridimensionais da mama, permitindo uma análise detalhada em fatias de 1 mm, semelhante à tomografia computadorizada.

A pesquisa analisou dados de pacientes entre 40 e 79 anos, que passaram por mamografias ou tomossínteses entre 2014 e 2020, totalizando mais de 2 milhões de exames. A tomossíntese identificou 5,3 casos de câncer a cada mil mulheres, contra 4,5 por mil na mamografia tradicional, além de apresentar menor índice de falsos positivos e necessidade reduzida de exames adicionais.

Especialistas destacam que a mamografia 3D é especialmente indicada para mulheres com mamas densas, condição que pode dificultar a detecção do câncer pela mamografia 2D. O ginecologista e mastologista Augusto Rocha ressalta que, apesar da eficácia maior da tomossíntese, a mamografia convencional ainda é a opção mais acessível no Brasil, devido ao custo e à disponibilidade limitada da tecnologia.

Estudos anteriores, como o publicado em 2022 na revista Lancet Oncology, reforçam as vantagens da tomossíntese, que detectou 48% mais tumores invasivos em comparação à mamografia em uma amostra de quase 100 mil mulheres na Alemanha. No Brasil, o exame está disponível em poucos centros privados e públicos especializados, como o Inca e o Hospital das Clínicas da USP, mas o custo, que varia entre R$ 600 e R$ 800, e a falta de cobertura pelos planos de saúde restringem seu acesso.

O avanço da tomossíntese no diagnóstico do câncer de mama representa um importante passo para aumentar a detecção precoce e reduzir o número de exames complementares, mas a ampliação do uso depende de investimentos em equipamentos e capacitação médica.

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