Estudo aponta que a vitamina D pode ajudar a diminuir a chance de desenvolver diabetes em adultos com pré-diabetes.
Uma análise recente de ensaios clínicos revelou que a suplementação de vitamina D está associada a uma redução de 15% no risco de desenvolvimento de diabetes em adultos diagnosticados com pré-diabetes. Essa condição é caracterizada por níveis de glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%.
Segundo pesquisadores do Tufts Medical Center, após três anos de acompanhamento, 22,7% das pessoas que receberam vitamina D desenvolveram diabetes, contra 25% do grupo que tomou placebo. Considerando que existem cerca de 374 milhões de pré-diabéticos globalmente, estima-se que pelo menos 10 milhões poderiam se beneficiar dessa suplementação.
A Sociedade Brasileira de Diabetes aponta que o país tem aproximadamente 13 milhões de diabéticos, sendo que metade não sabe da condição, e cerca de 40 milhões estão na fase de pré-diabetes. Essa população enfrenta maior risco de complicações cardíacas, como infarto e derrame, em comparação a quem mantém níveis normais de glicose no sangue.
Embora a vitamina D seja tradicionalmente conhecida como uma vitamina, ela é na verdade um hormônio produzido pelo organismo, principalmente após exposição solar. Além de seu papel no metabolismo do cálcio e na saúde óssea, essa substância influencia cerca de 3% do genoma humano, afetando funções como o crescimento celular, o sistema imunológico, cardiovascular e o metabolismo da insulina.
Especialistas da University College Dublin alertam, entretanto, para os riscos de doses elevadas de vitamina D, que podem causar efeitos adversos graves. Por isso, a suplementação deve ser feita com acompanhamento médico, respeitando limites seguros. Vale destacar que estratégias mais eficazes para prevenir o avanço do pré-diabetes continuam sendo mudanças no estilo de vida, que podem reduzir o risco em até 58%, e o uso do medicamento metformina, com redução de 31%.
