Peritos da Polícia Federal começaram a investigar as causas do incêndio que devastou laboratório da UFPE, utilizando tecnologia para analisar o local com risco de desabamento.
A Polícia Federal iniciou a perícia no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que foi tomado por um incêndio na última quarta-feira (7). Devido ao risco de desabamento do teto, as equipes utilizam drones e um robô equipado com câmera para acessar e documentar os danos internos.
O fogo, que durou cerca de nove horas até ser controlado pelo Corpo de Bombeiros, atingiu principalmente o primeiro andar, onde funcionavam laboratórios de pesquisas em saúde. Entre os estudos afetados estão projetos sobre Covid-19, câncer, transtornos do espectro autista (TEA) e déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
As imagens obtidas mostram a destruição causada pelas chamas, com escombros, móveis retorcidos e equipamentos danificados. A reitoria da UFPE estima prejuízos na ordem de R$ 100 milhões, incluindo a perda de cerca de 200 teses e dissertações, comprometendo duas décadas de pesquisas científicas.
O acesso humano ao prédio só será possível após o escoramento da estrutura para garantir segurança. Peritos da Polícia Federal do Distrito Federal foram convocados para colaborar nas investigações, que ainda apuram se o incêndio foi criminoso ou acidental.
Este é o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. Os dois anteriores ocorreram em laboratórios distintos, com causas já identificadas: um experimento e um curto-circuito no ar-condicionado. Nenhum ferido foi registrado nos incidentes.
Em visita ao local, o ministro da Educação anunciou a construção de um novo centro de pesquisa com investimento de R$ 28 milhões. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação confirmou o repasse de R$ 40 milhões para a reposição dos equipamentos perdidos.
