[ RADAR DA INFORMAÇÃO ] — SISTEMA DE MONITORAMENTO ATIVO — TERçA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2026 04:00 UTC-3
◆ Últimas
Brasil

Campos do Jordão: a influência portuguesa e nordestina na ‘Suíça Brasileira’

Campos do Jordão: a influência portuguesa e nordestina na ‘Suíça Brasileira’
◈ Contexto

Conheça a trajetória de Campos do Jordão, fundada por portugueses e desenvolvida por nordestinos, que se tornou um dos principais destinos turísticos do Brasil.

Campos do Jordão, conhecida como a “Suíça brasileira” por sua arquitetura inspirada em estilos europeus e clima ameno, tem uma história marcada por fortes influências brasileiras. Fundada em 1874 por portugueses, a cidade cresceu com o trabalho de nordestinos que chegaram para atuar na construção civil, formando a base do que hoje é um dos destinos turísticos mais procurados do país.

O português Matheus da Costa Pinto foi o responsável pela fundação, adquirindo a área inicialmente para uma fazenda de gado. A ocupação acelerou na década de 1920, quando Campos do Jordão começou a receber pacientes com tuberculose, atraídos pelo clima frio e o ar puro da Serra da Mantiqueira, antes da existência de tratamentos eficazes contra a doença. Esse contexto impulsionou o turismo, que cresceu com as visitas de familiares e amigos, consolidando-se como a principal atividade econômica após o declínio dos sanatórios.

Arquitetura e influências culturais

A estética que dá a fama de “Suíça brasileira” à cidade surgiu com a entrada do turismo, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando a migração estrangeira trouxe diversos estilos arquitetônicos. Os chalés em estilo suíço, como o Hotel Toriba, convivem com construções inspiradas na arquitetura Tudor inglesa e técnicas como o enxaimel, que evidencia estruturas geométricas nas fachadas utilizando tijolos e pedras.

Campos do Jordão também tem forte presença da cultura portuguesa, especialmente na gastronomia, com pratos típicos como bacalhau, alheira e borrego, preservados por famílias descendentes que chegaram na época da construção da Estrada de Ferro, inaugurada em 1914. Além disso, a culinária alemã deixou sua marca com receitas tradicionais como o apfelstrudel, trazida por imigrantes que trabalharam na hotelaria local a partir de 1939.

O papel dos nordestinos na construção da cidade

A partir dos anos 1960, o crescimento urbano e turístico demandou a chegada de trabalhadores nordestinos, especialmente da Bahia, que participaram da construção de hotéis, casas de temporada e outras estruturas. Essa contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da cidade, que hoje estima receber cerca de 6 milhões de visitantes ao ano, com 2,2 milhões durante o inverno.

Representantes dessa comunidade destacam a importância da acolhida de Campos do Jordão, que permitiu a construção de histórias e laços familiares na região. Paralelamente, a cidade mantém também uma grande comunidade mineira, favorecida pela proximidade geográfica com municípios de Minas Gerais, o que reforça a diversidade cultural e social do município.

← Anterior
Mato Grosso abre credenciamento para médicos peritos em Diamantino e Tangará da Serra
Próximo →
Zoológico na Holanda descobre que panda gigante é fêmea após exame de rotina