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CEO da Stellantis faz comentário após falha no microfone durante reunião com Lula

CEO da Stellantis faz comentário após falha no microfone durante reunião com Lula
◈ Contexto

Durante encontro no Palácio do Planalto, CEO da Stellantis ironizou problema técnico no microfone ao apresentar investimentos no Brasil.

O CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, fez uma brincadeira nesta quarta-feira (22) após o microfone que usava falhar durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros no Palácio do Planalto. Enquanto apresentava os investimentos da montadora no Brasil e a contratação de funcionários, Filosa comentou: “Deve ser de origem asiática a bateria” do microfone, provocando risos de Alckmin. Lula, no entanto, não reagiu ao comentário.

A Stellantis, resultado da fusão entre Fiat Chrysler Automobiles e o Groupe PSA, reúne marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, RAM, Alfa Romeo e Maserati, e tem sede jurídica na Holanda. Apesar da observação de Filosa, a empresa mantém parcerias com montadoras chinesas para o desenvolvimento de veículos elétricos e cooperação tecnológica.

No terceiro mandato do presidente Lula, há uma aproximação com fabricantes asiáticos focados em carros elétricos e híbridos, alinhada à estratégia de reindustrialização sustentável e transição energética. O governo lançou o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para estimular esse setor, atraindo investimentos de empresas como a chinesa BYD, que atua em Camaçari (BA), e a GWM, em Iracemápolis (SP), além de planos da Hyundai para o Brasil.

Durante a reunião, Lula destacou ações do governo para incentivar o setor automotivo nacional, como linhas de crédito para renovação da frota de táxis e motoristas de aplicativo. O presidente também reforçou a importância de ampliar as exportações, especialmente para mercados na América Latina e África, apontando essas regiões como oportunidades para o crescimento da indústria brasileira.

Com a imposição de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Lula busca diversificar parceiros comerciais para reduzir impactos negativos na economia nacional, fortalecendo relações com países e empresas fora do eixo tradicional.

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